Uma conversa franca sobre Castlevania

Precisamos conversar sobre Castlevania, e devemos fazer isso com urgência!
Eu fiquei pelo menos 10 minutos olhando para a tela do notebook esperando o próximo episódio começar e quase gritei quando eu vi que aquele era o fim da temporada, foi quase como levar um tapa na cara; mas preciso que antes vocês entendam o motivo da minha reação, a série tem apenas 4 episódios! Eu nem tinha me atentando, é tão incomum, tão peculiar, tão frustrante, eu amei!

Por isso preciso dividir essa relíquia da netflix com vocês, castlevania é baseado em um jogo de 1989 Castlevania III: Dracula’s Curse da Konami, eu nunca fui fissurada em jogos, mas quando falei com pessoas que já jogaram ou que conhecem os jogos ficou claro para mim como essa sequência marcou suas vidas, seja nos traços do game ou mesmo na história que ela trazia, mas falando da série, a história tem um tom sombrio que não decepciona e uma brutalidade sem censura, é tudo muito explicito, sujo, nada fica na imaginação do telespectador. Eu gosto e sinto falta disso na verdade, hoje em dia tudo é “muito” para você imaginar, ali não, você vê o sangue, a cabeça decepada e como aquilo alegra os demônios. As cenas de luta são belíssimas, nada é preguiçoso, tudo é complexo e se você não prestar atenção acaba perdendo alguma coisa.

No primeiro episódio nós somos apresentados a Lisa Tepes, uma camponesa corajosa que ouve falar do castelo do Drácula e de como ele tem um amplo conhecimento sobre a ciência e técnicas para ajudar as pessoas, então ela vai até ele, preparada para encontrar um monstro e se deparada com Vlad Drácula, que se encanta com a coragem e a sagacidade da moça e dá acesso para que ela faça experimentos e aprenda o que for necessário; A história até ai tinha tudo para virar um grandessíssimo clichê, um amor entre uma humana e um vampiro, eu já tinha visto isso. Só que não. Em uma reviravolta surpreendente, a igreja que no momento está corrompida pelo poder e a ganancia acusa Lisa de bruxaria, é aí que a coisa fica séria. Após perder a sua amada (Sério separem os lencinhos para a cena que ele descobre sobre a morte dela), Drácula promete castigar a humanidade com seu exército de demônios e deixa bem explicito para todos os cidadãos isso, mas os caras não levam lá muita fé, o que é uma super besteira, afinal, vocês estão vendo o morcegão ali? Acho que a coisa vai ficar beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem feia!
Ok, chega de Spoilers.

Esses quatro episódios são como uma apresentação do enredo, eles te mostram quem é quem, e como cada um está envolvido. A corrupção na igreja e como eles manipulam aldeões que não tem conhecimento (e eu achei isso superinteressante, afinal sem conhecimento não conseguimos ter um pensamento crítico, apenas seguimos e acreditamos no que nos é dito), através da corrupção da igreja, conhecemos Trevos Belmont, que é um renegado e último do seu nome, sua família foi excomungada pela igreja e acusada de caçar seres sobrenaturais com magia, então o nosso querido e sarcástico Trevor tem tudo para ser um bêbado fugindo de problemas, só que encontramos coragem no personagem assim como uma vontade muito grande de limpar o nome de sua família, ou mesmo levar justiça pelas mentiras contadas por aqueles que representam a igreja, mas antes ele precisa deter o Drácula, afinal, esse é o legado de sua família. Tem uma profecia que embaixo da cidade dorme um príncipe que irá salvar Valáquia contra o mal, e é nesse ponto que a história junta Trevor e Sypha Belnades, uma oradora e praticante de magia, Syphia estava atrás do príncipe quando caiu em uma emboscada, quando é libertada por Trevor a moça deixa claro que não irá desistir de encontra o príncipe, e as palavras que eu acredito que melhor descrevem Sypha Belnades são coragem e teimosia, uma personagem verdadeiramente destemida, é uma daquelas que não precisa ser salva, embora ela já tenha sido, mas entenda ela é uma personagem que tem suas próprias armas, seus dons e sabe lutar, Sypha não desiste, acredita nos seus ideais e é fiel a eles, até que convence Trevor á ir com ela procurar o príncipe, e ah, esse não é assim o príncipe salvador, o prometido para trazer a paz; porém confesso que fiquei meio apaixonada por Alucard. Juntos o caçador, a oradora e o mestiço partem para encontrar o drácula e deter ele. E é nesse ponto que a temporada acaba, você se coroe para saber a continuação e se sente completamente orfão de uma continuidade.

Se chegou até aqui, tenho uma boa notícia: a netflix já renovou a temporada e pelo o que eu li já prometeu que terá mais episódios. Então, se você também achou Castlevania excelente e está ansioso por seu retorno, junte-se a mim e vamos esperar pela próxima temporada com o coração na mão.

Tem algo mais a acrescentar sobre a série? Comenta ai em baixo e vamos conversar melhor sobre a série 😉

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Hela

Hela

Primeira de seu nome, senhora do caos e das víboras, princesinha da casa Martell, próxima escritora de novelas mexicanas, mais de libra que de câncer, ama tudo que é estranho e peculiar. Se fosse uma das meninas superpoderosas seria docinho. Obcecada por Lana Del Rey, playlist da bad e as crônicas de gelo e fogo.