The Discovery – Uma obra Paradoxal

Recentemente a Netflix lançou mais uma de suas produções originais. The Discovery faz parte daquelas produções que foram pouco divulgadas, sem grande hype, mas acabam caindo no gosto das audiências por meio do boca-boca. Para tentar resumir o filme sem spoilers, poderíamos dizer que:

Dois anos após a existência da vida após a morte ser comprovada cientificamente, milhões de pessoas recorrem ao suicídio para chegar lá. Em meio a este turbilhão, o filho do cientista responsável pela comprovação se apaixona por uma mulher que tem um passado marcado por eventos trágicos e juntos  tentam aceitar as suas próprias tragédias pessoais e descobrir a verdadeira natureza do pós-vida.

Basicamente acompanhamos a história e as escolhas de Will (Jason Segel) , que resolve voltar para perto de seus familíares, que estão empenhados em se aprofundar e entender mais sobre a incrível descoberta/confirmação da existência de vida após a morte, por parte do cientista e pai de Will, Thomas Harbor (Robert Redford).

Entrando mais na proposta do filme, The Discovery aborda um tema verdadeiramente misterioso para a natureza humana, poucos filmes entraram nos aspectos de “Vida Após a Morte” e se mantiveram isentos a tratar de religião, The Discovery consegue se manter fiel ao aspecto científico da coisa.

Pergunta: O que aconteceria se isso realmente fosse comprovado? Qual sua primeira reação com a descoberta de que agora você pode fugir dos seus problemas sabendo que existirá um novo começo para suas escolhas?

Resposta: Milhões de pessoas optariam por isso. Que é o caminho pelo qual o filme prossegue.
Wil se vê parte responsável dessas consequências, afinal, de certa forma a descoberta/confirmação foi motivada por atitudes de seu passado. Mas, em meio a diversas dúvidas e dificuldades, o personagem acaba conhecendo Isla (Rooney Mara)  e a história caminha para um drama amoroso-melancólico de como acreditar no amor em um mundo cada vez mais distópico.
The Discovery guarda grandes surpresas e diversas dúvidas para um final corajoso, nos convidando a pensar em como o filme consegue brincar com nossas crenças e pensamentos com inteligência e criatividade.

Em resumo, o longa fala corajosamente sobre sentimentos e crenças, nos faz parar e pensar em como uma descoberta pode mudar todo o rumo da humanidade e destaca como somos influenciados pela comunicação em massa nos dias atuais, sem apelar para o “advento das mídias sociais” ou se prender a escolhas clichês que vemos em Hollywood diariamente.

O final é de explodir cabeças e serve para mostrar que fugir nem sempre é a melhor opção.

Trailer:

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Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!