Crítica – Planeta dos Macacos: A Guerra


Planeta dos Macacos: A Guerra
é o terceiro e último filme da nova trilogia da franquia baseada na obra literária de Pierre Boulle. O filme se passa após os acontecimentos do título anterior e apresenta um mundo ainda mais devastado pela guerra entre os símios e os seres humanos sobreviventes. Os macacos, liderados por Caesar, tentam encontrar um refúgio para poder se esconder das investidas dos humanos, que por sua vez, lutam para impedir a extinção da nossa espécie.

O primeiro conselho que dou para você que pretende assistir ao filme é: controle as suas expectativas. Digo isso porque vi diversos comentários de pessoas frustradas com o fato de não se tratar de um filme de guerra, como supostamente foi vendido pela campanha de marketing. Concordo que os trailers de Planeta dos Macacos: A Guerra realmente nos levam a crer que o filme é ação do começo ao fim, mas não se engane, esse é sim um filme de guerra e um baita filme por sinal.

O motivo da frustração, a meu ver, é que o foco central do filme não está na batalha em si, mas sim nas consequências dela nas vidas dos sobreviventes. A guerra está aqui apenas como cenário, como plano de fundo para uma discussão muito mais profunda e significativa.

Matt Reeves, que também dirigiu o filme anterior, Planeta dos Macacos: O Confronto, acertou a mão e fez um incrível trabalho nos guiando nessa jornada de autoconhecimento de Caesar, que tem sim excelentes cenas de ação, mas que vai muito além disso.

Mais uma vez Planeta dos Macacos nos presenteia com efeitos visuais de encher os olhos. A computação gráfica é um elemento constante em quase todas as cenas, porém em nenhum momento isso fica desconfortável ou incômodo. A qualidade é tamanha que nem as cenas com macacos montando cavalos e empunhando espingardas abrem qualquer margem para questionarmos a veracidade daquilo. Pelo contrário, o que vemos na tela é indiscutivelmente real. O que mais impressiona é o trabalho de motion capture que consegue mesclar perfeitamente os traços dos atores ao dos macacos, dando características únicas para cada personagem e ao mesmo tempo naturais, sem entregar a “maquiagem virtual”.

Apesar da qualidade dos efeitos visuais, o 3D não impressiona e é totalmente dispensável.

O elenco está excelente. Maurice (Karin Konoval), Rocket (Terry Notary) e Luca (Michael Adamthwaite) tem papel fundamental no filme e protagonizam momentos marcantes. O simpático macaco Bad Ape (Steve Zahn) é introduzido como alívio cômico e funciona surpreendentemente bem, dado o tom pesado do filme. Amiah Miller é a que menos impressiona, apesar de interpretar a garotinha Nova, personagem extremamente relevante para a história e cheia de simbolismo.

Woody Harrelson no papel do Coronel está confortável e entrega uma atuação competente. O personagem, apesar não ser a coisa mais original que você vai ver, têm momentos impactantes, um background interessante e bons diálogos que juntos acabam colocando o título de “vilão” a prova.

Andy Serkis, ator que dá vida ao líder dos símios, Caesar, é sem sombra de dúvidas o grande nome do filme e por que não dizer, de toda a trilogia. O trabalho de Serkis há muito impressiona, mas aqui ele atingiu um nível de entrega, de qualidade de atuação e de trabalho corporal que, aliados à poderosa tecnologia por trás de Caesar, emocionam. Essa é a oportunidade que a Academia terá de reconhecer o brilhantismo desse ator único e mostrar que está realmente em processo de renovação. Uma indicação será mais do que merecida por esse incrível trabalho.

A trilha sonora do gênio Michael Giacchino é um espetáculo a parte e dá a energia, a carga dramática e às vezes até o silêncio necessário para compor a cena. É uma trilha sonora imersiva, presente que precisa ser apreciada nos cinemas.

No geral, o filme foi muito bem recebido pelo público e pela crítica e ostenta até o momento impressionantes 93% de aprovação no rotten tomatoes. Nada mal né?

Planeta dos Macacos: A Guerra é um filme impecável que encerra primorosamente essa excelente trilogia. É executado precisamente e mexe com a emoção do público a cada momento, por isso pode levar sua caixinha de lenços e se prepare para ter uma experiência cinematográfica realmente inesquecível.

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Crítica: Planeta dos Macacos – A guerra

Planeta dos Macacos: A Guerra é um baita filmão e há grandes chances de que ele te faça chorar.Confira o que nós do Crítica Criativa achamos do último filme dessa incrível trilogia."Macacos Unidos Fortes"

Publicado por Crítica Criativa em Domingo, 6 de agosto de 2017

 

 

Houari Morais

Houari Morais

Sou um cinéfilo declarado, nerd de carteirinha, amante da comunicação e eterno curioso. Carrego comigo a grande responsabilidade de ser, muito provavelmente, o único “Houari” que você conhecerá em sua vida. Por isso faço o máximo para ser o melhor “Houari” possível.