Mindhunter – A nova série da Netflix

Você já parou para pensar o porquê uma pessoa mata outra? Como ela consegue chegar a esse ponto, ou como ela pode ser tão fria e má? Mindhunter tentará te explicar um pouco sobre essa mente dos assassinos.

Mindhunter estreou nesta sexta-feira 13 (talvez uma referência ao assassino Jason). É uma produção original da Netflix, baseada no livro homônimo do agente John Douglas, que conta como traçou perfis psicológicos para tipos específicos de assassinos através de suas pesquisas, onde analisava métodos que usaram ao matarem suas vítimas. John também os entrevistou pessoalmente para assim poder entendê-los melhor, e quem sabe um dia prevenir que outros casos semelhantes surgissem. Ele tenta identificar um padrão para essa categoria de assassinos, que os nomeou de “Serial Killers”.

Mindhunter - capas

A primeira temporada da série tem dez episódios e quatro grandes diretores assumiram o comando dela, Asif Kapadia (“Amy” e “Senna”), cuidou dos episódios 3 e 4. Tobias Lindholm (“A Hijacking”), episódios 5 e 6. Andrew Douglas (“Terror em Amityville”), episódios 7 e 8. Por último, mas não menos importante, David Fincher (“Clube da Luta”, “Seven”, “O Curioso Caso de Benjamin Button”, “Zodíaco” e diversos outros filmes e séries famosos), responsável pelos dois primeiros episódios (assim como em House of Cards), ele traça um caminho inicial dos personagens, para que os outros diretores deem sequência ao decorrer da série e nos dois últimos episódios ele volta, dando um fechamento para a primeira temporada. Uma curiosidade talvez interessante para alguns é que Charlize Theron é uma das produtoras executivas de alguns episódios. Já adianto, o final da série deixou uma sensação de quero mais.

Mindhunter consegue te deixar atordoado (não tanto quanto o filme “Mãe!”), provavelmente o motivo disso é por serem casos reais. É uma série soturna, que vai te envolvendo pouco a pouco, a reconstituição de época dos anos 70 nos figurinos, cenários, objetos de uso, até a forma de pensar representando o momento que viviam, são muito bem retratados. Ela é diferente de outras séries policiais. Não tem muita ação, tiroteios e muitas outras coisas que vemos em produções do mesmo gênero. Sim, parece estranho um assunto sobre “Serial Killers” não ter isso tudo, mas é o que faz a série ser tão boa. Em um momento da série, temos uma fala que diz mais ou menos o seguinte, que quando você trabalha em algo, geralmente já está preparado para algumas situações que o cargo pode te trazer, mas quando é surpreendido por eventos de fora, você se assusta completamente. O que quero dizer com isso é que, Mindhunter é uma série policial. Você pode até esperar ação, mas ela vai te levar por outra vertente. Ela irá mexer com seu emocional, te trará grandes diálogos, e esses às vezes te assustarão por serem profundos e descritos por assassinos psicologicamente conturbados. Há muitos detalhes minuciosos nestas conversas e mesmo não te mostrando o ocorrido, é possível criar em sua mente as cenas dos crimes, te deixando perplexo a cada episódio que passa e você se perguntando como é possível existirem pessoas capazes de fazerem tamanha crueldade.

Mindhunter - Edmund Kemper

O protagonista Holden Ford (Jonathan Groff – “Glee”) é um agente do FBI, inteligente, visionário, mas inocente em diversos aspectos é afastado do cargo de negociador de reféns, e é encaminhado a lecionar na unidade interna da agência do FBI em Quantico. Durante esse período ele acaba se interessando pela psicologia dos homicidas, querendo criar um meio para quem sabe conseguir prever o que os leva a agirem assim. Com a inquietação perambulando sua mente, o diretor o indica a falar com Bill Tench (Holt McCallany – “Jack Reacher: Sem Retorno”), responsável pela Unidade de Ciência Comportamental, um agente veterano que precisava de um assistente em suas visitas às delegacias espalhadas pelos estados, onde ele dá aulas aos policiais ensinando um pouco do que os agentes do FBI aprendem e eles retribuindo dizendo o que fazem (o famoso networking). Ao começarem a trabalhar juntos, Ford e Tench acabam tomando um rumo diferente e viraram parceiros na busca pelo entendimento do comportamento psicológico dos assassinos. O projeto toma proporções maiores, e então eles procuram uma ajuda mais acadêmica, a pesquisadora Dra. Wendy Carr (Anna Torv – “Fringe”), que começa os auxiliar da maneira como proceder nas entrevistas e assim poderem padronizar seus assassinos e transformarem em um estudo acadêmico legítimo. A série segue por esse caminho do conhecimento comportamental dos “Serial Killers”, por vezes mostrando um pouco da vida pessoal dos agentes, o que os motiva ou até mesmo afetam durante os casos investigados.

Mindhunter - Holden, Wendy e Bill

Mindhunter é uma série muito boa em minha opinião. Ela prende e te faz querer ver até o final de uma só vez quando começa a assistir. Como disse anteriormente, é uma série soturna até na paleta de cores utilizada na produção. Para algumas pessoas pode ser lenta, talvez até cansativa, mas acredito que isso acontece só para aquelas que não gostam do tema abordado. Abaixo o trailer oficial da série:

Deixe seu comentário se gostou da matéria, se interessou pela série ou se já assistiu, curta a página no Facebook e nos siga também no Instagram e Twitter.

Renan Rodrigues

Renan Rodrigues

Um redator, que tem mais games do que consegue jogar, viciado em seriados e que gosta de cozinhar. Fã de Dragon Ball, o melhor anime de todos.