Logan – Um filme verdadeiramente visceral

Em 13 de julho de 2000, víamos Wolverine de Jackman pela primeira vez nos cinemas, mas só após 17 anos entendemos quem realmente é Logan. 

O longa encerra um ciclo de filmes do personagem interpretado por Hugh Jackman, ao longo de quase duas décadas, caracterizado pelos altos e baixos ligados à franquia X-Men. Um último ato capaz de fazer milhares de fãs perguntarem: Fox, por que só agora?

Desta vez somos introduzidos em um universo distópico, caótico, quebrado. A raça mutante praticamente foi extinta, com exceção de Logan, Xavier e Kaliban. Aparentemente, o destino que resta para ambos é procurar maneiras de morrer longe das mãos daqueles que os caçam a qualquer custo.

Logan está machucado, doente, vazio. Suas esperanças se esvaíram à medida em que seus amigos foram exterminados, e agora temos a perspectiva de um personagem sem rumo, sem escolhas e cada vez mais debilitado, aparentemente, por conta da diminuição de seu fator de cura, consequência de seu passado no projeto Arma X.  O segundo ato do filme nos apresenta a talentosíssima Dafne Keen representando Laura – x-23 – se você conhece o universo dos mutantes nos quadrinhos, automaticamente saberá da importância da personagem para o decorrer da história.

A partir deste momento, com algumas referências a história Old Man Logan, entramos em uma corrida contra o tempo junto aos personagens, para atravessar o país e entregar Laura há uma espécie de resistência mutante.

Em geral o filme se passa em ambientes áridos, sujos, empoeirados e sem perspectiva de vida. É uma grande caçada de carniceiros, em busca de x-23, Logan e Xavier. O professor, que também representado derradeiramente por Patrick Stewart vem como um espetáculo à parte, confesso que não esperava tanta entrega por parte do ator em seu último filme da franquia e foi uma grata surpresa vê-lo em cena. Sua relação com Logan beira a paternidade, mesmo  com todos os problemas por conta de uma doença degenerativa, Xavier não perdeu o jeito amistoso e preocupado, características do professor-X.

Desta vez finalmente pudemos ver a discussão do tema Família presente em um dos filmes dos x-men, por meio de uma relação confusa, mas ao mesmo tempo bela, entre Xavier, Logan e x-23, que dá o tom de grande parte do longa, com diálogos inteligentes e diversas referências (muito além de easter eggs) a todo o universo dos quadrinhos dos mutantes. Para aqueles que buscam aspectos negativos no filme, alguns momentos realmente podem ser discutidos se deveriam ou não fazer parte do roteiro, ou até mesmo se atrapalham o desenvolvimento da história, mas ao meu ver esses pontos realmente não prejudicam  nada da experiência que é esse filme.

Com cenas corajosas e muito – muito mesmo – sangue e violência, Logan entrega um final capaz de deixar qualquer fã com vontade de um retorno do personagem e nos presenteia com diversos socos no estômago capazes de fazer qualquer um chorar de emoção.

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Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!