Lino – Uma Aventura de Sete Vidas

“Oh céus! Oh vida! Oh azar! Isto não vai dar certo! 😥”. Essa frase não é do filme “Lino”, mas se já à ouviu, talvez seja tão velho quanto eu ou mais 😁. Não sei se nosso personagem principal foi inspirado em um dos maiores clássicos da Hanna Barbera, a hiena Hardy (Lippy The Lion & Hardy Har Har), mas tenha certeza que é tão pessimista e azarado quanto.

Lino, nosso personagem, começa fazendo um breve resumo sobre o quanto é azarado, desde quando ainda era um bebê, depois a vida escolar, onde sofria bullying, não tinha muitos amigos, de quando se atrapalhava todo na frente da garota por quem era apaixonado. E aí você pensa, “quando crescer, tudo irá melhorar”, mas não com ele.

Ao crescer Lino conseguiu um trabalho de animador de festas infantis e criou sua própria fantasia de gato para brincar com as crianças, parecia que estava tudo bem, mas não, as crianças não eram nem de perto anjinhas, pelo contrário, ele sofria muito nas mãos delas, e o salário era insuficiente, deixando-o atolado em dívidas (como a maior parte dos brasileiros hoje em dia).

Um dia ele decide procurar a ajuda de um mago, Don Leon, mas algo para variar dá errado. A magia acaba transformando Lino em um gato, para ser mais específico, na fantasia de gato que ele usava nas festas, agora ele vai atrás de como desfazer o feitiço para voltar a ser um humano e se possível poder mudar sua vida.

“Lino” conta com a direção brasileira de Rafael Ribas, e estreia nacionalmente dia 7 de setembro nos cinemas. Os atores Selton Mello, Dira Paes e a Paolla Oliveira dublam os personagens, Lino, Janine e Patty. Produzido pelo estúdio de animação brasileiro Start Anima, tem a distribuição da Fox Film do Brasil.

Na minha opinião o desenho tem seu diferencial, pois é a trama de uma realidade de muitas gerações mesmo que passageira. “Lino” mostra as brigas entre crianças nas escolas, já na fase adolescente, a dificuldade de se relacionar, e quando adulto, as responsabilidades de ser independente, pagar as contas e até ter uma família (bem diferente dos desenhos infantis que costumamos ver), achei também a animação muito boa, comparando à produções estrangeiras que geralmente têm muito mais investidores e recursos, “Lino” não deixa a desejar nesse quesito.

De maneira geral acredito que o roteiro se perdeu um pouco com tudo isso, infelizmente. Provavelmente tentaram agradar pais e filhos e acabaram fazendo piadas ruins e sem sentido para ambos em alguns momentos.

SPOILER
Uma outra falha é a inclusão forçada da Pestinha, a bebê do pôster, uma personagem sem função alguma.
Eu vejo apenas como uma desculpa para ter uma menina igual à do Monstros S.A., mas longe de ter a mesma importância e graça.

 

Cá entre nós, ao assistir “Lino – Uma Aventura de Sete Vidas” você está apoiando o cenário de animação brasileiro, e isso por si só, já é uma razão nobre para assistir ao filme. Não acha!?

Então, caso tenha interesse em conhecer o universo de Lino, vá lá, sem muitas expectativas, e mesmo que você saia da sala um pouco frustrado, lembre-se: poderia ser pior, podia ser “Emoji: O Filme”.

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Renan Rodrigues

Renan Rodrigues

Um redator, que tem mais games do que consegue jogar, viciado em seriados e que gosta de cozinhar. Fã de Dragon Ball, o melhor anime de todos.