Crítica: Game of Thrones | 07×06 | Beyond The Wall

Em uma semana repleta de discussões a respeito do vazamento de mais um episódio de Game of Thrones, com diversos spoilers circulando nas redes sociais e muitas críticas à HBO por falta de organização, o sexto episódio da temporada entra na lista dos mais empolgantes, assustadores e reveladores já feitos.

Confesso que assisti ao episódio de hoje um tanto quanto decepcionado, a quantidade de spoilers que circularam nos últimos dias tomaram uma proporção gigantesca e somente quem se desligou por completo das redes sociais conseguiu sair ileso, não foi o meu caso. A principal relevação do episódio já havia sido me contada e isso me fez ficar imaginando as formas de como isso aconteceria, durante todos os momentos. E o pior: este episódio teve coisas tão importantes, aguardadas e bem feitas, que me senti um tanto quanto frustrado de ter perdido a experiência da surpresa em torno disso. Mas, vamos em frente!

O Sexto episódio da temporada, assim como o quarto, nos manteve mais uma vez em apenas dois núcleos a fim de não ser algo apressado e dar o devido peso a cada uma das coisas que viriam a acontecer. Acompanhamos o caminhar do nosso querido Esquadrão Suicida em busca da oportunidade para provar aos 7 reinos a importância de lutares juntos contra os verdadeiros inimigos, os mortos. Durante todo o caminho é interessante como o roteiro reforça o peso que cada um dos personagens carrega na história e enquanto eles caminham em direção à morte – literalmente -, nós somos brindados com diálogos bem humorados e de certa forma leves, algo incomum em GOT. (Fiquei rindo ao imaginar os “pequenos monstros gigantes” de Brienne e Tormund, isso foi incrível hahaha). Após um breve período de caminhada, algo em torno de quase um dia temos a primeira surpresa, um urso-zumbi-assustadoramente-do-mal, pronto para matar qualquer um que entrasse em seu caminho. A partir deste momento eu não me lembro de ter respirado normalmente até o final do episódio, acredito que o Di Caprio também não (memória ruim).

Seguimos em frente junto aos personagens e o que aguardávamos finalmente acontece: os nossos “caminhantes” vivos, liderados pelo Rei do Norte, encontram os outros tipos de caminhantes, aqueles que assustam, liderados por um dos cavaleiros do Rei da Noite. Aparentemente um pequeno grupo que está andando a frente dos demais para fazer o reconhecimento de potenciais ameaças. De forma rápida Jon e seus parceiros encurralam o grupo de “mortos” e graças à morte do “líder” que transformou os demais, conseguem rapidamente vencê-los e convenientemente, para nossa alegria, resta apenas um, que é capturado e que seria o suficiente para convencer a todos da existência dos “Outros”. Pena que ele grita e grita alto, bem alto. Uma espécie de “sonar” faz com que a orda de aberrações venha em direção ao pequeno grupo de Jon. Que rapidamente se vê encurralado em uma espécie de rocha no meio de uma imensidão de gelo. “Qual a chance disso terminar bem?” eu me perguntava, provavelmente uns -50% de chance, parece justo.

A resposta e a esperança surgem quando Daenerys é acionada e de forma corajosa vai em direção ao norte para salvar Jon e seus companheiros. Bom, acredito que você ainda esteja chocado o suficiente pra lembrar exatamente o que acontece a partir daí, mas vamos apenas recapitular alguns pedacinhos: Daenerys e seus três dragões finalmente encontram os seres que a pouco acreditava ser apenas lendas fantasiosas e o que todos temiam acontece. Aos trancos e barrancos e, em tom de derrota, Daenerys e alguns de seus filhos conseguem escapar com vida, assim como parte da expedição de Jon e o episódio caminha para o desfecho.

Um desfecho que põe fim em diversas teorias sobre o aguardado “Dragão de Gelo”, e garante um novo oponente a altura dos dragões de Dany, Alias, da Rainha Targaryen.

Antes de fazer o resumo, que tal sermos francos? Em diversos momentos do episódio tiveram coisas que me causaram incômodos. Claramente os roteiristas já abandonaram a preocupação com a passagem de tempo, essa preocupação eu também não tenho mais, mas o que me incomoda é que a série está contando cada vez mais com momentos “Deus Ex Machina”, que de forma bem básica significa a aparição ou surgimento de um elemento totalmente inesperado que irá causar o desfecho que os fãs esperam. Um exemplo? Uncle Benjen. Eu sei que você concorda, tecnicamente a série é impecável, mas admita que isso é um verdadeiro problema e está ficando cada vez mais frequente e evidente.

Uma outra pausa, pois desta vez não vamos falar de Winterfell: Neste texto me reservei a falar somente sobre o núcleo “pra lá da muralha”, pois, ao meu ver os problemas entre Arya e Sansa até o momento não estão representando um real avanço para a história e estão se tornando apenas formas de nos dar respiro durante alguns minutos, até voltar para o que realmente importa. Foi extremamente Boring.

Para resumir o episódio: Apesar dos spoilers terem causado uma diminuição da experiência para milhares de pessoas, GoT novamente proporciona momentos surpreendentes e grandiosos, em um episódio que prepara a história para o inevitável, o inverno repleto de terror que de fato chegou.  Vale ressaltar que, apesar de todas as coisas tristes que acontecem e mesmo sabendo que grande parte dos fãs detestam o casal que está sendo formado, me peguei emocionado em ver a proximidade e preocupação de Daenerys para com Jon, além da forma como o “pequeno” (haha) herói finalmente resolveu se curvar para sua Rainha. Eu sei que foi tosco, mas tenho coração mole, ok? Ok!

Beyond The Wall não decepciona como representante dos “episódios 09” e prepara o terreno para o grandioso desfecho da penúltima temporada . The End Begins.

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Assista o teaser do último episódio:

 

Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!