Crítica: The Get Down | Temporada 2

No mês de Abril a Netflix finalmente lançou a segunda temporada de The Get Down. Uma série que, apesar de não contar com um grande hype como Stranger Things ou 13 Reasons Why, se destaca como algo muito além de um produto de televisão, mas como uma grande e bela obra do entretenimento.

Este post contém spoilers. 


Não assistiu a primeira temporada? Vamos  relembrar:

Ambientada em Nova York durante o ano de 1977, The Get Down conta a história de como, à beira das ruínas e da falência, a grande metrópole deu origem a um novo movimento musical no Bronx, focado nos jovens negros e de minorias que são marginalizados. Entre a ascenção do hip-hop e os últimos dias da Disco Music, a história se costura ao redor das vidas dos moradores do Bronx e de sua relação com arte, música, dança, latas de spray, política e Manhattan.

Na segunda temporada da série, com apenas 5 episódios no total, podemos ver a continuidade e desenvolvimento dos Get Down Brothers, em busca de reconhecimento por seu talento musical.  Assim como também acompanhamos a trajetória de Mylene Cruz e as Soul Madonnas, enfrentando grandes problemas para se tornarem Livres. Falando em liberdade, este pode ser considerado um dos temas mais relevantes que foram discutidos nesta continuação, em que acompanhamos de perto a dificuldade que minorias enfrentaram (e enfrentam até hoje) para obter o mínimo de atenção e respeito para seus talentos.

Indo para o núcleo principal, o que se vê é uma ruptura constante na amizade entre Zek e Shaolin, que apesar de manterem os mesmos fins, possuem meios diferentes para tratar de seus problemas e isso gera grandes efeitos na história, provocando um desfecho no mínimo “inesperado” para a série.

Em resumo, a segunda temporada de The Get Down, na minha opinião, consegue com maestria se igualar ou até mesmo superar a primeira. Uma obra de arte musical como poucas, baseada em fatos que realmente impactaram e influenciaram no cenário cultural e musical norte-americano, que consegue fugir do esteriótipo musical de “cante para melhorar o seu dia”, ou “acredite, cantando e dançando tudo será diferente”, em Get Down, no Bronx e na vida real isso nem sempre acontece. Alias, isso nunca acontece.

Com um desfecho digno de um grande musical, arranca lágrimas, deixa orfãos, mas acima de tudo: garante seu espaço na memória da cultura pop como uma obra verdadeiramente importante para o gênero. O final fica bem amarrado nos núcleos principais mas deixa alguns pontos que, com muito esforço por parte da Netflix, podem gerar um spin-off ou uma breve continuação da série. The Get Down é uma série como poucas e, tenho total certeza que você não se arrependerá quando assistir.

Bônus: Após o término da segunda temporada, e o fato de eu estar orfão da série, uma das coisas que tenho feito é ouvir a trilha sonora da segunda temporada que, assim como a primeira, está espetacular. Deixo abaixo um pequeno vídeo que trabalha a beleza da música selecionada para a série, em sua totalidade. Cuidado com os Spoilers. 

Elenco:
Justice Smith – Ezekiel “Zeke” Figuero, Shameik Moore – Shaolin Fantastic, Herizen F. Guardiola – Mylene Cruz, Skylan Brooks – Ra-Ra Kipling, Jaden Smith – Marcus “Dizzee” Kipling, T. J. Brown Jr. – Boo-Boo Kipling, Yahya Abdul-Mateen II – Clarence “Cadillac” Caldwell , Jimmy Smits – Francisco “Papa Fuerte” Cruz

Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!