Crítica: Procurando Dory

A nostalgia de Procurando Nemo volta aos cinemas com uma grande aventura de Dory. 

Para começar a falar sobre o filme, vale lembrar que não preciso nem falar que as sessões para assistir “Procurando Dory” nos cinemas desde seu lançamento estão sempre repletas de jovens com mais de 20 anos, já que foram esses que assistiram “Procurando Nemo” lá em 2003 quando eram bem pequenininhos (nós fazemos parte dessa turma).

Mas não podemos esquecer que estamos em mês de férias e os cinemas estão cheeeeeeios de crianças. Ok, todos já fomos crianças, mas eu me comportava no cinema. Tem criança que não para quieta e sinceramente não sei o que os papais vão fazer com crianças de colo, pois essas não assistem e só choram. Enfim, isso é pauta para outro dia (hahaha).

Vamos falar do filme “Procurando Dory”. A sequência não deixa a desejar, mas a paixão que temos por “Procurando Nemo” não foi superada.  A personagem Dory, coadjuvante no primeiro filme, agora se torna protagonista da história. Como todos lembram, ela é uma personagem que sofre de perda de memória recente e é isso que a torna muito especial e principalmente engraçada. Ela tem o que podemos chamar de “alma infantil” e talvez seja por isso que as crianças tanto a amam e se identificam. Eu acho interessante, pois em filmes normais teríamos um beijo final ou até um casamento da coadjuvante com o principal (no caso de Procurando Nemo, Dory e Marlin), mas isso não rola visto que a Dory tem essa personalidade muito próxima das crianças. Mas agora nesse filme, Dory consegue aos poucos recuperar algumas memórias de sua família e a trama se baseia na busca pelos seus pais. É claro que o mau-humorado Marlin se recusa, mas logo ele e Nemo seguem junto com a Dory na busca.

O que me intriga em filmes infantis é que sempre tudo dá muito errado e bate aquela tristeza. E com Dory não é diferente, a cada aventura parece estar mais longe ainda de encontrar seus pais. E não tem como discutir: os coadjuvantes sempre se sobressaem. Os novos personagens são muuuuuuito legais e abrilhantam muito o filme.

Um destaque negativo é forma que foram trabalhados os cenários. Tudo muito sujo e verde – claramente uma crítica ao que tem acontecido nos oceanos nos últimos anos, com diversas contaminações. Procurando Nemo me ganha muito pelas cores e Procurando Dory deixa um pouco a desejar nesse quesito. Tirando isso, o longa segue num ritmo de tirar o fôlego, o lúdico misturado com a realidade é a mágica desse filme, além de um final emocionante.

E uma dica: tem cena pós-crédito. Eu sei que é chato esperar os créditos acabarem por inteiro, mas eu peço para você ficar até o final porque a cena é muito legal!

“Procurando Dory” com direção de Andrew Stanton e Angus MacLane, o Cri-Cri super recomenda! É um ótimo passeio para curtir as férias!

Tiago Gomes

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