Crítica: ODISSEIA CÓSMICA

Darkseid, o ditador regente de Apokolips, é uma das forças mais poderosas de todo o universo. Porém quando surge uma ameaça que é grande demais até para seus poderes, ele precisa recrutar grandes heróis da Terra para formar uma linha de frente contra o inimigo mais mortal de todos! Agora, o impensável acontece. Superman, Batman, Lanterna Verde, Caçador de Marte, Jason Blood e Estelar terão de lutar ao lado de Darkseid e o Pai Celestial.

Originalmente publicado em uma minissérie em quatro partes no ano de 1988, Odisseia Cósmica é um épico da editora das lendas. A história ganha o leitor na simplicidade, nos conceitos oníricos e a forma majestosa como aplicou tudo isso. Os personagens envolvidos são bem escolhidos, a evolução e o aprendizado que eles passam durante a história é muito interessante até a última página. Escrito pelo lendário Jim Starlin (o criador do titã louco Thanos na Marvel Comics) e com arte feita pelo maestral Mike Mignola (o criador de Hellboy), essa dupla criativa entrega um conto memorável dos Novos Deuses e do universo DC como um todo.
Resultado de imagem para cosmic odyssey dcA abordagem de conceitos já existentes do universo DC é, pra dizer o mínimo, criativa e interessante, todavia a interpretação da equação anti-vida que Jim Starlin apresenta nessa história pode ser um pouco controversa, e não agrada todo mundo, especialmente os fãs mais assíduos de Kirby. É uma boa interpretação, mas não é a minha favorita. Ainda assim, durante o decorrer da narrativa, é fácil se afeiçoar com a visão do Jim Starlin. Odisseia Cósmica uma história que aborda muitas criações do Kirby, e a forma como foram tratadas é impecável, não há do que se reclamar nesse quesito.

A arte do Mignola é um show à parte, que nessa história puxa muita inspiração de efeitos visuais do Kirby (nada mais justo considerando o tanto que essa história usa de suas criações) mas sem perder o traço pesado característico do Mignola. Cada quadro é uma obra de arte individual que dá vontade de emoldurar e colocar na parede.Imagem relacionada

Essa minissérie agrada fãs de longa data da DC comics ao mesmo tempo que consegue ser uma boa porta de entrada para novos leitores. O argumento do Jim Starlin consegue situar bem leitores novatos sem ser muito didático na mitologia apresentada. Existe um bom balanceamento nos conceitos místicos e científicos, com direito a aparições especiais de outros personagens. Para fãs do Lanterna Verde John Stewart, essa história é indispensável, haja vista que o personagem passa por um crescimento pessoal indescritível, e com uma sacada bem bolada.

A versão capa dura da panini é deficiente no quesito gráfico, porque a encadernação empregada pela é terrível. Não há espaço de fuga entre a lombada e a encadernação, as páginas ficam constantemente se puxando para dentro. O encadernado fica querendo se fechar. Isso é sinônimo de péssimo trabalho gráfico e resulta em uma perda na arte, pois há páginas em que não é possível ver por completo e as splash pages duplas são uma tristeza.Imagem relacionada

É um gibi divertido pra caramba, denso em alguns momentos e engraçado quando deve ser, é a aventura cósmica ideal para o gênero de super herói. Nem muito longo e nem muito curto, é uma HQ que pode ser devorada em uma tacada só. A mensagem em geral da história é bem tocante e conversa diretamente com todos nós de alguma maneira.

DICA DO REDATOR: Se você se interessou pela HQ, recomendo a leitura da obra de Jack Kirby, o Quarto Mundo, é uma mitologia muito rica e inovadora. Infelizmente, esse material é muito difícil de se achar (inclusive na gringa) mas se você der sorte, não perca a oportunidade. Em breve, falaremos mais sobre o Quarto Mundo!

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Vitor Antunes

Vitor Antunes

Aficionado de longa data por gibis, ufólogo nas horas vagas, técnico em química quase formado, apreciador de palavras díficeis.