Crítica: O Homem nas Trevas

A pipoca ficou fria, o refrigerante ficou quente e o corpo tomado por calafrios (não consegui parar pra comer a pipoca e nem tomar o refrigerante!). Não se fazia um filme de suspense como esse há muito tempo, e olha que surpreende pelo baixo custo de produção além das espetaculares atuações.

A trama do longa, de uma forma bem resumida, é estabelecida através de três amigos que decidem invadir a casa de um velhinho cego e cheio da grana. A história começa a pegar fogo quando o velhinho (Stephen Lang), veterano de guerra, decide se defender e agora os assaltantes lutam freneticamente pela sua sobrevivência.

O filme, que foi dirigido pelo uruguaio Fede Alvarez (mesmo diretor de “A Morte do Dêmonio), e traz em seu elenco nomes como Stephen Lang, Jane Levy e Dylan Minnette faz jus ao seu título original “Don’t Breathe” ou “Não Respire”, em português.

A reação dos espectadores é sensacional. Desde gente que não se aguenta na poltrona, e até um olhar menos atento percebe que a maioria leva suas mãos até a boca segurando a respiração assim como o nome original do filme sugere.

O nome dado em português também foi uma sacada genial, visto que as trevas são simbolizadas não só pelo fato do personagem ser cego, mas pela sua cegueira no sentido metafórico. Ele é um prisioneiro de sua cegueira, seu sadismo, sua agressividade e dos costumes e valores criados por ele próprio. Aquele que era o mocinho indefeso agora se torna um dos vilões mais perigosos.

Há quem interprete o filme dentro de dois contextos: a guerra na Síria e as eleições para presidente nos Estados Unidos, onde os jovens são uma representação dos refugiados das guerras, enquanto o homem cheio de si e dos próprios valores, fazendo o que considera como justiça.

O tanto de reviravoltas que o filme traz pode ser um de seus pontos negativos, mas o filme acerta em cheio na sua interpretação dos sentidos e traz uma agonia inexplicável. As cenas totalmente no escuro lembram muito a cena aterrorizante de “O Silêncio dos Inocentes” que acontece no final do filme entre a protagonista e o serial killer.

Um filme curto, com duração aproximada de uma hora e meia, mas que dá a sensação de que você esteve dentro da sala de cinema por muitas horas. O trailer e material de divulgação não entregam absolutamente nada e acredito que até pecam por não mostrarem como o filme realmente é.

Nós do Crítica Criativa recomendamos “O Homem nas Trevas” e deixamos aqui nossa dica: nunca subestime alguém! Hahaha. Depois comenta aqui e na nossa página o que você achou do filme.

Tiago Gomes

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