Crítica: No Filter – Netflix

Filme: No Filter/Sin Filtro/Sem Filtro
Direção: Nicolas Lopes
Elenco: Paz Bascuñán,Antonia Zegers, Ariel Levy, Lucy Cominetti, Carolina Paulsen

Essa semana a Netflix lançou mais algumas novidades, dentre elas está o filme No Filter, do diretor chileno Nicolas Lopes. Um filme de 2016 com grandes parcerias como a Honda e a própria Netflix.


Apesar se ser considerado um filme irreverente, por não se levar tão a sério, No Filter tem muita relevância e até mesmo críticas sociais da atualidade, chega a ser interessante que problemas diários abordados no filme se contrapõem com nossos problemas reais (do público), mesmo sendo um filme Chileno. De piadas com problemas ligados a falta de qualidade nas empresas de telemarketing à problemas com o  trânsito, o filme sabe trazer o público para dentro do universo que ele quer apresentar. Um universo cheio de pessoas sem tempo, ligadas excessivamente às redes sociais e desligadas à vida, à conversa real, à realidade.
Como já dissemos, o filme se passa no Chile, onde a protagonista  Pía (Paz Bascuñán ) é uma publicitária bem sucedida e estável, ela é responsável pelo marketing digital de uma agência chamada blackboard, possui um fiel e inseparável Honda, é esposa de um artista plástico que tem um filho um tanto “rebelde”, além de ser melhor amiga seu amor antigo, Gabriel, que também trabalha na agência.

Logo no inicio do filme, Pía se sente ameaçada após chegar em seu trabalho e notar que sua vaga estava preenchida por mais um Honda, desta vez um azul (começam aí as sessões de product placement), ao indagar seu chefe Bastián (Ariel Levy), que não passa de um menino mimado, ele a apresenta à Emília Dimitri, uma YouTuber/Blogueira que está bombando na internet e irá ser sua nova supervisora.

Aliado a isso e a diversos problemas familiares e pessoais, ao decorrer do filme, Pia passa por sessões de estresse/pânico, são diversos problemas em sua vida que antes parecia ser perfeita, de sua amiga louca pelo ex, que usa Tinder, a irmã amante de gatos, de vizinhos  festeiros que vivem da farra ao marido que é acomodado e aceita um filho maluco, tudo só piora na vida de Pía.


O filme apesar de um pouco clichê, traz dezenas assuntos da atualidade, como a independência e poder feminino, deixando de lado o padrão “Bela, recatada e do lar”, a era YouTubers e digital que está sufocando as nossas vidas de conteúdo irrelevante, a valorização de atributos físicos em ambientes profissionais e principalmente o poder das redes sociais como o Facebook e Whatsapp.

Cabe a análise, em muitos momentos o filme nos parece ser uma campanha publicitária exclusiva da Honda  por conta da relevância do personagem-carro da marca  no filme.

O final do filme vem com chave de ouro, escancarando o perfil da mulher poderosa, independente, e confiante, combinado com a trilha sonora Peligroso- Nick Bolt , mostra a grande estrela do filme, que é….bom, melhor você assistir!

Assista No filter, o filme está disponível na netflix, não leve o filme tão a sério e com certeza terá uma boa sessão pipoca em uma tarde com quem gosta, de quebra tire alguns minutos e reflita qual o seu papel na sociedade atual, você se enquadra em qual perfil? no das pessoas ultrapassadas ou das pessoas super conectadas? Deixe sua opinião nos nossos comentários!

Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!