Crítica | Narcos 3° Temporada – Perfeição coletiva

A nova temporada da série vem com mudanças em vários cenários, mas mantendo todo o capricho em todos os sentidos da produção.

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Todos nós sabemos que uma das grandes dificuldades das séries de hoje em dia, é manter o nível de produção, ainda mais falando sobre as recentes produções da Netflix. Narcos não só, cumpre muito bem o seu papel, como também vai além e trás uma temporada com muito mais envolvimento e tensão do que as anteriores.

Uma das coisas que mais me fizeram gostar tanto dessa temporada (ainda mais do que as duas primeiras) foi o fato de em muitas vezes eu me sentir sem fôlego assistindo, ou as diversas vezes em que torcia para que tudo desse certo, mas, no fim acabava sendo um verdadeiro fiasco.

Vale destacar antes de qualquer coisa, o envolvimento e crescimento de todos da produção é o maior ponto positivo da série, Javier Peña é explorado em todas as suas camadas e amarga decisões erradas, ao mesmo tempo em que deixa seu instinto de “bom policial” o levar ao caminho certo.

Com um novo cartel no jogo, mudou não somente a dinâmica da série, mas também os principais personagens, dando uma nova cara, que ganha com ótimas atuações conjuntas e diálogos muito bem montados, além de tempo de tela certo para que se desenvolvam cada uma das personalidades. Gilberto Rodriguez (Damián Alcázar) se sai bem como nbsp;o apaziguador das situações, Miguel Rodriguez (Francisconbsp;Denis) tem uma transformação incrível durante a temporada e se sai muito bem na profundidade de suas decisões, Pacho Herrera (Alberto Ammann) consegue se portar como extremamente violento e frágil do cartel e por ultimo Chepe Santacruz (Pêpê nbsp;Rapazote) entrega boas cenas de ação, com esses personagens temos um cartel bem montado, saindo das sombras e com personalidades diferentes.

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O grande destaque obviamente vai para Pedro Pascal, que é o grande protagonista dessa temporada e entrega perfeitamente um policial com conflitos internos tanto com sua personalidade, quanto com o sistema dentro e fora da Colômbia. Ver falas tão bem escritas, tanto dos diálogos narrativos quanto em conversas com os demais personagens, seja com os agentes Chris e Daniel, quanto com os seus superiores do governo e do consulado.

Ver que a série se saiu tão bem sem Escobar como o seu maior nome, realmente nos torna ainda mais fãs do que ainda está por vir, a saída de Vagner Moura da série deu ainda mais espaço para o brilho de outros atores, assim como a saída de Pablo nos mostra que temos muitas outras histórias para conhecer, e cá entre nós estou louco para conhecer as outras histórias.

Em resumo, se você ainda não assistiu a série, pare o que está fazendo e vá assistir por que vale muito a pena assistir essa que para mim foi a melhor temporada da série. strongEla vale cada minuto assistido !/strong

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Eai, você acha que essa foi realmente a melhor temporada da série ? O que achou dela sem Vagner como Pablo ? Comenta ai embaixo e aproveita e ja curte o a href=”https://www.facebook.com/CriticaCriativaBR/”Cri Cri/a no Facebook.

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Rodrigo Mota

Rodrigo Mota

Um cinéfilo que cursa Publicidade e Propaganda e é extremamente viciado em Pop! Funkos.