Crítica: 2ª Temporada – Mr Robot

Uma temporada cheia de ganchos para o próximo ano.

Em seu segundo ano, desta vez com muito mais visibilidade que em 2015, Sam Esmail – produtor e roteirista da série – trouxe  um tom ainda mais caótico para Mr Robot, que se destacou como uma série altamente complexa, que terá que ser assistida mais de uma vez por muita gente, para que todas as referências sejam notadas.

Confesso que no começo da segunda temporada fiquei  um pouco frustrado, já esperava que os eventos desencadeados pela FSociety , no final da primeira, tivessem um foco especial, considerando o efeito catastrófico causado em todo o mundo, mas achei que isso foi abordado de forma um tanto quanto cansativa, destinando praticamente 5 episódios inteiros exclusivamente para isso. Em contra partida tentava entender o que estava de fato acontecendo com Elliot, que estava imerso em sua relação caótica com seu “pai”, ao mesmo tempo, se atolando ainda mais em problemas com seu novo companheiro de Xadrez, Ray (Craig Robinson).

Por outro lado, vimos Darlene (Carly Chaikin) se dedicando para recrutar novos membros da Fsociety, lidando com todas as responsáveis que um Líder deve administrar, quando em determinado momento percebeu que estava sendo obrigada a fazer escolhas extremamente drásticas ao longo da temporada.

Outro ponto alto da temporada se deu através de todos os problemas para Joanna Wellick, por conta do sumiço de Tyrell Wellick. Algo que só foi realmente esclarecido ao final da temporada.

Todos esses pontos fizeram da segunda temporada de Mr Robot um quebra cabeça gigantesco, que pudemos entender melhor nos dois episódios finais, com o esclarecimento de todos os pontos que  estão sendo investigados pelo FBI.

Sem dar Spoilers que possam tirar a sua reação com as surpresas que a série preparou para você nesse segundo ano, o que posso dizer para resumir essa temporada  é que: Mr Robot se torna a cada novo episódio uma série histórica, disruptiva e completamente insana. Leva fatores da tecnologia, política e ambiente empresarial atuais à níveis muito próximos do que realmente acontece nestes grandes conglomerados poderosos.

Rami Malek (Elliot), justifica com sobra o prêmio de melhor ator recebido no Emmy 2016, assistir a todos os dilemas e escolhas que o personagem faz durante a temporada é incrível, assustador e nos deixa em muitos momentos sem folego.

Visualmente a série continua impecável, aliado às trilhas sonoras que também continuaram excelentes.

Se você ainda não viu a segunda temporada de Mr Robot, prepare seu psicológico, pois com certeza essa temporada vai mexer ainda mais com sua cabeça, meu caro Nerd.

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Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!