Crítica: Love – Netflix

Love reúne grande parte do esteriótipo Nerd, misturado com a maluquice da vida em Los Angeles

Sabe aquela série que aparece nos seus sugeridos da Netflix mas você não sabe de onde veio?

Foi assim que conheci a série Love, mais uma produção Original Netflix, uma série que tenta ser uma comédia/drama entre Jovens Adultos que sofrem com os desencontros de suas próprias escolhas de vida.

Os protagonistas são Gus (Paul Rust) e Mickey (Gillian Jacobs), um nerd introvertido de 31 anos, que trabalha em um estúdio de cinema e atua diretamente como professor de uma jovem – e mimada – estrela mirim de uma série chamada “Bruxaria”. O personagem traz incansavelmente o esteriótipo do nerd, alguém visivelmente estranho, com um grande óculos, que anda com roupas “bregas” e não se dá bem em interagir com mulheres.

Em contra partida temos a Mickey, uma jovem que acabou de terminar um relacionamento confuso, que briga contra o próprio vício em bebidas, cigarro e drogas, mas que é valorizada no trabalho como uma competente produtora em uma Rádio chamada “Gravity”.

Em determinado momento as histórias se cruzam e de forma comicamente estranha nasce de fato o “Love”, a história em sí você conseguirá entender com o desenrolar da série, que deixa um gancho para uma possível continuação.

Quando iniciei a maratona de “Love”, tive expectativas bastante altas e me senti de certa forma frustrado quando cheguei ao seu final. Ela promete um humor inteligente, que em um muitos momentos soa forçado e desnecessário.

O personagem principal não convence e chega a ser irritante ver a forma como o Nerd é visto pela sociedade da série.

Gus nos é apresentado como introvertido e totalmente certinho , mas em diversos momentos é o grande destaque de popularidade e quebra muitas regras, contradizendo o próprio personagem.

Já a Mickey atrai por ser uma personagem imprevisível, mas em vários momentos também soa forçada a forma que ela tenta utilizar o sexo para conseguir coisas, ou pressionar pessoas.

Um dos destaques da série são os coadjuvantes, em ambos os casos, tanto para Mickey quanto Gus, os amigos que os rodeiam conseguem deixar a série mais leve  e divertida de se ver.

Em resumo, apesar de ser um pouco cansativa, Love é uma série para quem quer se desligar do mundo por um dia, esquecer dos problemas e se aventurar em um amor completamente maluco e estranho. Se você gosta de séries que extrapolam com os clichês e não tem problema com essa coisa de esteriótipos, você poderá ter algumas horas de diversão, só não espere se lembrar desta série, pois isso realmente não acontecerá.

Mas eai, já assistiu essa série? Curta nossa página e comente o que achou de Love. 

 

Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!