Crítica: Game of Thrones | 07×07 | The Dragon and The Wolf

Muito se esperava da season finale da sétima temporada de Game Of Thrones, após inúmeras críticas negativas ao episódio anterior, The Dragon And The Wolf veio com uma grande responsabilidade: Deixar o maior cliff hanger da série, até hoje.

Ficha Técnica:
Título do Episódio: The Dragon and the Wolf
Roteiro: David Benioff e DB Weiss
Direção:  Jeremy Podeswa
Duração: 79 minutos

O episódio começa com um dos momentos mais aguardados até o momento: o encontro de todos os grandes núcleos da série em um mesmo ambiente. De forma calma e bem dirigida, vemos os inimigos se aproximarem em um cenário icônico para quem já leu os livros de Martin, o fosso dos Dragões.
Lena Headey e Nikolaj Coster-Waldau são Cersei Lannister e Jaime Lannister

Como já era de se esperar, sem sucesso no dialogo, Jon e Daenerys mostram à Cersei o wight capturado (lembre-se que os zumbis são chamados de wight, apenas os lideres são WW), para de fato assustar e surpreender a Rainha, que de prontidão aceita o convite para uma “trégua” temporária, mas com uma condição: Jon deveria se manter imparcial durante o período de trégua e ficar no norte, protegendo-o na linha de frente da batalha. Tudo ocorre de forma previsível, até mesmo quando Jon se nega a aceitar o acordo para manter sua promessa à Daenerys, se recusando a mentir para Cersei. O lado bom de tudo isso foi: matamos a saudade e lembramos do quão talentoso é Peter Dinklage, alias, Tiryon. Em um dialogo, que arrisco dizer, esteve ao nível do julgamento do personagem na quarta temporada, o Anão convence Cersei a repensar sua estratégia e lutar pela segurança daqueles que verdadeiramente ama. Mal sabia ele que Lena Headley é tão competente quanto Dinklage em questão de atuação e nos convence de que de fato está disposta a aceitar essa trégua, para lutar a guerra que realmente importa. Só que não.

No núcleo nortenho finalmente tivemos a conclusão dos problemas que permearam as irmãs Stark durante toda a temporada. A situação entre Sansa e Mindinho já estava tão forçada que, ao menos para mim, era nítido qual seria o desfecho do personagem. Nenhum roteiro, por mais mal escrito que seja, faria o retrocesso de deixar Sansa ser mais uma vez manipulada por Petyr Baelish. Vale destacar o diálogo final entre Sansa e Arya, com a belíssima frase: “Quando a neve cai e os ventos brancos sopram, o lobo solitário morre, mas a matilha sobrevive.” Arrepiou!


Sophie Turner é Sansa Stark


Ainda em Winterfell, Sam chegou e tivemos a aguardada confirmação por parte de Bran, a respeito da linhagem sanguínea e familiar de Jon. Ao meu ver este foi um dos pontos altos do episódio, que com o recurso de Flashback, nos mostrou o casamento do príncipe Rhaegar Targaryen com Lyanna Stark. Em uma narração semelhante à da batalha em Casterly Rock, a cena mesclou a voz de Bran Stark com a cena (que tenho certeza que será hateada por muitos) entre Jon e Daenerys. Enquanto tudo isso acontece, a única coisa que estava em meus pensamentos era: vish, deu ruim, mais um incesto pra conta, acho que faz parte dos pré requisitos para assumir o trono.

Brincadeiras a parte, gostemos ou não, a cena entre Jon e Daenerys é altamente representativa para a série, justamente por ser o resultado de uma construção da temporada para o tema: herança. Neste episódio este tema voltou a ser citado por Dany e refutado por Jon. Só nos resta pensar: As chances de vir mais um targaryen na próxima temporada aumentou em 99%, e isso pode gerar um final digno de novela da globo para a série. Por favor, tenham cautela David e Dan, nunca pedi nada pra vocês, não transformem GoT em uma novela das 9.

O encerramento do episódio ocorre com algo que já estava sendo especulado desde o final da sexta temporada : A queda da muralha.  Graças ao novo Pet do Rei da Noite, a mística proteção contra os Walkers não existe mais. Falando em não existir mais, será que Tormund e Beric sobrevivem? Resposta: 99.9% de chances de ser um sim. Normalmente quando a série não mostra o desfecho de um personagem, o que tem acontecido é a garantia de seu retorno. Poucas exceções aconteceram até o momento.

As “chamas” que Viseryon Zumbi soltou foram belíssimas e poderosas. Finalmente temos um inimigo a altura dos Dragões de Daenerys, afinal, as chances de um dragão morrer para a besta de Jaime era baixíssima. Aceite.

Jaime este que por sua vez finalmente mostra sinais de reação depois de 4 temporadas em coma. O personagem enfrentou a tirania de Cersei e ficou vivo para presenciar a grandiosa chegada do inverno, ao sul a muralha.

Vamos resumir? 
O último episódio desta temporada foi, talvez, o mais previsível até o momento. Soluções simples e pouco criativas causaram uma leve frustração para aqueles que esperavam finais tão grandiosos e surpreendentes como o da temporada anterior. Mas calma, isso não significa que foi um episódio ruim.

Em suas peculiaridades, The Dragon and The Wolf deixa a série em boas mãos para o retorno em sua derradeira temporada. O Season finale foi previsível sim, mas ainda assim conseguiu manter a grandeza que apenas Game of Thrones é capaz de entregar. Me emocionei em vários momentos, me surpreendi em alguns outros, mas acima de tudo ficou claro que a longa noite finalmente chegou, e agora amigo, salve-se quem puder!

Vamos iniciar a famosa contagem regressiva para o próximo ano?

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Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!