Crítica: Esquadrão Suicida

O esperado filme dos vilões da DC consegue ser muito divertido, mas não é algo que você vai se lembrar.

O mês de agosto finalmente chegou, e trouxe algo que muitas pessoas estavam ansiosas pra ver. O lançamento de Pokémon Go no Brasil? Os jogos olímpicos no Rio de Janeiro? O dia do pais? (Pera aí, esse nem chegou ainda). Essas coisas também, mas não é de nenhuma delas que nós vamos falar hoje, porque finalmente Esquadrão Suicida estreou nos cinemas, e nós do Critica Criativa vamos contar pra vocês caros e digníssimos leitores o que achamos do filme.

Sebe aquele tipo de filme que te empolga enquanto assiste mas logo que você sai do cinema já começou a esquecer dele? Esquadrão Suicida se enquadra nesse caso. O filme começa muito bem, a apresentação dos personagens é bem interessante e dinâmica, ela mostra de cara um pouco das habilidades dos personagens, e de como os vilões foram parar na prisão federal de Belle Reve, tudo isso ao som de The White Stripes, The Rolling Stones, Queen, Eminem e outras bandas e cantores que fazem a trilha sonora desse filme ser sensacional. O problema é que o filme não consegue manter o ritmo que estabeleceu no início, o bom trabalho que o diretor (David Ayer) fez na apresentação de alguns personagens no início da trama parece que foi esquecida, personagens como Slipknot (Adam Beach) e Katana (Karen Fukuhara) são inseridos de forma que parecem mais que foram jogados como desculpa só pra aumentar o tamanho do grupo.

Outro problema do filme é o vilão, aqueles que achavam que a trama caminharia para um final onde o Coringa (Jared Leto), se tornaria o grande problema que nossos vilões com atitudes heróicas precisariam resolver vão ficar um pouco decepcionados. O palhaço aparece bem menos do que os trailers e outros materiais de divulgação insinuaram, na verdade ele está para a trama como um elemento pra justificar a insanidade da Arlequina (Margot Robbie), que é um ponto onde o filme acerta em cheio. A personagem funciona muito bem, ela é engraçada, energética e sexy na medida certa. Pistoleiro (Will Smith) e Rick Flag (Joel Kinnaman), também são destaques, são os personagens com o maior atrito entre os membros do esquadrão, e pra quem achou que o personagem de Will Smith teria um papel parecido com de um protagonista está correto, mas podem ficar tranquilos pois isso não é algo ruim, o pistoleiro é o personagem com uma das motivações mais convincentes para fazer parte do grupo. Mas o grande destaque vai para Viola Davis e sua interpretação de Amanda Waller, acho que de todos os personagens do filme ela seria com toda a certeza a que você não gostaria de mexer, ela é fria, calculista e faz de tudo pra que as coisas aconteçam da maneira que ela julga ser melhor.

Esquadrão Suicida tem um início muito bom mas logo fica inconstante e cai no clichê com direito a batalha final com toda a equipe junta lutando contra o vilão super poderoso e um feixe de luz mortal (acho que a gente já viu isso em outros filmes). Mas por outro lado tem personagens muito bons e cativantes, além de ter uma estética visual própria e uma trilha sonora excelente.

Em resumo, o filme se destaca por seus bons personagens e trilha sonora incrível, mas a história não é algo que você vai se apegar.

Mas e aí? Ainda tá no hype pra assistir Esquadrão Suicida? Fala aí pra gente nos comentários, se já assistiu comenta o que achou

Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!