Crítica: Deuses Americanos – 1ª Temporada

 

Após uma verdadeira novela entre compra e venda de direitos da série, em uma grata “surpresa”, Deuses Americanos marcará presença entre as melhores obras adaptadas da literatura para as telas em 2017.

Sinopse:  A série é focada em Shadow Moon(Ricky Whittle), um homem que cumpre três anos de prisão. Faltando poucos dias até o fim de sua sentença, Shadow acaba sendo liberado inesperadamente depois que sua amada esposa, Laura (Emily Browning), é morta. Posteriormente, Shadow encontra-se ao lado de um homem chamado Wednesday (Ian McShane), que lhe oferece um emprego. Em primeira instância, Wednesday parece ser nada mais que um trapaceiro que precisa de Shadow como guarda-costas. Mas, na verdade Wednesday está trilhando um longo caminho pelos EUA, reunindo todos os velhos deuses, que agora se incorporaram na vida americana, para enfrentar os novos deuses, incluindo os relacionados a mídia e tecnologia, que estão se fortalecendo.

Com um conceito levemente maluco, Neil Gaiman nos traz um olhar diferente para a religião, culto de seres ‘superiores’ onde , de forma inteligente e as vezes caricata, temos acesso a uma história fantasiosa de como se comportariam deuses de diversas mitologias se inseridos na cultura norte americana.

A proposta é de uma adaptação quase que literal do livro “American Gods” de Neil Gaiman – que também é produtor e dono dos direitos da série – e retrata a forma sob como os deuses das mitologias ‘clássicas’ (Nordica, Romana, Grega. Egipcia, etc) estão sendo esquecidos com o passar das gerações, dando espaço para o surgimento de novos cultos não necessariamente religiosos como a mídia, rodovias, armas e internet. Acompanhamos o desenrolar da história aos olhos de Shadow Moon, que frequentemente reforça a sua descrença para religiões e crenças mitológicas, mas que com o passar dos episódios, ao ter mais contato com Wednesday, Laura Moon e  Mad Sweeney, começa a reconsiderar esta ideia.

Como um fã do livro confesso que fiquei apaixonado pelo visual da série logo nos primeiros episódios e pela representação dos deuses com todas as suas particularidades históricas, conseguindo personificar muito bem detalhes que nem mesmo os leitores teriam notado na obra original. Apesar disso, em determinados momentos o abuso de planos detalhe seguidos de slow motion, se tornaram cansativos e até mesmo monótonos.

A série mescla bom humor e densidade de forma inteligente e agradável em vários momentos, além de contar com uma trilha sonora muito bem selecionada, trazendo riqueza em referências da cultura pop, como no caso de homenagens a David Bowie, além de se utilizar de conceitos criativos e fantasiosos para abordar o “tema” Jesus sem se comprometer com o público. (Afinal, esse Deus ainda tá em alta né?!)

Em resumo, a série veio a público com um caminhão de expectativas em suas costas e, ao contrário de diversas adaptações de livros, deixou a grande maioria dos fãs satisfeitos com o resultado. Muitos especulavam que ela seria um novo The Walking Dead, por conta do Hype em torno da obra, mas na primeira temporada Neil Gaiman soube posiciona-la com pés no chão, dando um passo de cada vez e enriquecendo o material inicial com novos olhares e atualizações, garantindo assim a sua continuidade para uma nova temporada e evitando qualquer decepção.

Vale a pena? 
Sim! Sim! Sim! Mas sugiro que você leia o livro antes, pois pode se sentir perdido em diversas questões especificas com o desenrolar da história. 

Eai, o que você achou da primeira temporada de Deuses americanos? A primeira temporada foi produzida pela Starz e está disponível na plataforma Amazon Prime.

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Assista o trailer:

 

 

 

Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!