Crítica | Battle of the Bastards: FOI UM EPISÓDIO ÉPICO!

Como descrever um episódio de um seriado de televisão que beira a perfeição? 

Fazer uma crítica a respeito do nono episódio da sexta temporada de Game Of Thrones, para todos os críticos aparentemente se tornou uma tarefa fácil. O episódio tem acumulado um nível de elogios pouco visto em todos os anos de existência do universo de George R.R. Martin na mídia televisiva. Não me entenda mal, a série obviamente tem um índice de acertos GIGANTESCO, justamente por isso é considerada uma das maiores obras de adaptação de todos os tempos, porém, como em todas as adaptações, pontos narrativos ficam realmente melhores em alguns episódios e em outros nem tanto. O que nós, e 99% dos críticos pelo mundo a fora, podemos dizer sobre a Batalha dos Bastardos é:  FOI UM EPISÓDIO ÉPICO!

Vamos começar falando do Núcleo de Daenerys (Emilia Clarke), que seguindo o final do episódio anterior, Daenerys volta para Meeren durante um ataque dos antigos mestres, insatisfeitos com o acordo feito com Tyrion Lannister (Peter Dinklage) enquanto a rainha esteve ausente.

Em um momento de fúria, Daenerys pretende queimar todos os mestres, seus navios e quem surgir em seu caminho – lembrando extremamente o rei louco – . Tyrion, com toda a cautela de um bom estrategista consegue convencê-la a efetuar um plano alternativo, e assim começa a sequência de momentos épicos de um episódio memorável.

A rainha reúne-se com os antigos mestres para sugerir uma trégua, enquanto eles esbravejam sobre as condições para esta trégua da rainha e seu exército, ela faz um comentário importante: Estamos falando sobre a trégua de vocês, não da minha.

Eis que surge Drogon – QUE TÁ MUITO GRANDE – pousa ao lado de sua Rainha, que monta-o e parte em direção aos Navios de Mestres, a fim de demonstra-los do que são capazes de fazer os seus filhos – Dragões – quando estão com raiva.


Uma sequência Fantástica, com grandes efeitos especiais dignos de filmes MILIONÁRIOS , é de arrepiar a qualidade em que uma série de televisão conseguiu chegar, é um passo que nenhuma outra série jamais deu. Isso abre portas para muitas possibilidades neste universo, que tende a crescer ainda mais nos próximos anos.

Bom, terminando esta parte, vamos ao foco do episódio: A BATALHA DOS BASTARDOS SNOW!

O foco principal, como o próprio nome do episódio já destaca, é realmente a batalha dos Bastardos, que todos já sabemos quem são, mas vale sempre lembrar: Jon Snow (Kit Harington) vs Ramsay Snow Bolton (Iwan Rheon).

Seria minimamente estranho eles batalharem de uma forma direta, obvio que ambos tinham motivos para tal, mas ainda assim a série soube exatamente como apresentar ao público as motivações que reforçariam o embate entre eles. Logo no começo do núcleo, podemos ver um encontro entre Ramsay e Jon, neste momento podemos imaginar o tom da batalha, em um campo aberto de dia, com cores neutras e Ramsay extremamente confiante, ficou claro que o atual Lord Bolton era quem realmente daria as cartas deste confronto. Com um dialogo longo, bem escrito e até com algumas piadinhas – como quando ramsay diz: ele é bom, ele realmente é bom – podíamos notar que teríamos uma sangrenta batalha ao próximo amanhecer.

Mais tarde, em sua sala de Guerra, Jon, Davos e Tormund discutem a melhor estratégia para surpreender o confiante Ramsay Bolton, tomam uma decisão estratégica e preparam-se para o próximo dia, para o dia da Batalha. Sansa se sente completamente excluída a respeito do que deve ser feito para vencer, e temos ai mais um grande momento, onde os irmãos – ou meio irmãos, ou nem isso…- tem um confronto de valores sobre qual a melhor maneira de lidar com a psicopatia de Ramsay. Sansa conclui que ele sempre estará a frente de Jon e que  ninguém seria capaz de protegê-la, caso sejam derrotados.

O dia começa e ambos os exércitos marcham para o campo de batalha, a frente vemos alguns corpos queimando esfolados, como simbolo da casa Bolton, um artificio para marcar território e impactar de imediato o psicológico de seus oponentes. Ramsay aproxima-se, apresenta Rickon Stark(Art Parkinson)  – que nunca ouviu falar em zig-zag -, manda-o correr até seu irmão, Jon percebe que se trata de uma armadilha, porém por instinto aproxima-se para salvar seu irmão, eis que ao chegar perto de Rickon, vê o garoto ser atingido por uma flechada de Ramsay, que assiste a cena e saboreia a morte do irmão de seu rival, menos um stark na história, desta vez a morte foi por flechada no coração.

Neste momento temos a minha cena preferida do episódio, Jon vê-se sozinho na frente do exército Bolton que cavalga com fúria em sua direção. É de  tirar o fôlego. Sério.

Antes de ser atingido pelo exército de Ramsay, os Selvagens chegam e assim começa a batalha.. uma confusão INFERNAL. PIOR PARA JON SNOW E SEU EXÉRCITO.

Após toda a carnificina de uma Guerra, vemos a salvação de Jon através de Mindinho, que chega com seu teletransporte padrão, junto com Sansa, e detém o exército Bolton. Ramsay vê-se acoado e volta para o interior de Winterfell. O que seria mais Fã-service do que ver uma batalha de Jon para recuperar o Norte dentro de Winterfell? Taí uma pergunta difícil.

Ao conseguir invadir o castelo que pertence a sua família, Jon encontra Ramsay, e temos a esperada batalha final, chega a arrepiar o ódio nos olhos do Bastardo Stark, é indescritível o sentimento de raiva que está estampado na cara do personagem, mais um ponto para Kit, que deu grande parte do tom da batalha no episódio.

Com a óbvia derrota de Ramsay, ao tentar lutar contra Jon,chegamos ao desfecho da Batalha: é agora que podemos ver o crescimento de Sansa, ao assistir ela saborear sua vingança enquanto assiste a morte de seu amado marido Ramsay, comido por seus próprios Cães. Brutalmente.

Resumo :

O quê eu posso dizer é que o nono episódio desta temporada se colocou como o primeiro de minha lista pessoal entre os melhores, desbancando – por pouco – o casamento vermelho, a batalha de água negra e a morte de Ned.

Foi sensacional a qualidade de produção, desde a sua fotografia, à figurinos, roteiro e atuação dos personagens, em ambos os núcleos trabalhados, todos conseguiram superar qualquer expectativa gerada em torno do episódio e comprovaram que a série alcançou um patamar que com certeza, só tínhamos vistos em grandes épicos do Cinema.

FOI ÉPICO!

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Jemerson Vieira

Jemerson Vieira

Um publicitário que adora tudo sobre séries, inovação e empreendedorismo. Fundou o Cri-Cri para quebrar padrões em críticas e estar sempre atualizado nas coisas que ama!