Crítica: Águas Rasas

Imagina você conhecendo uma praia paradisíaca incrível, frequentada por poucos e que você possa surfar tranquilamente. Imaginou? É pra onde a personagem, estudante de medicina, Nancy (Blake Lively que fez Gossip Girl) vai por recomendação de sua mãe que faleceu recentemente 🙁 . O problema é que ao surfar, ela se depara com um tubarão enorme e faminto. A busca pela sobrevivência é a trama desse longa.

Águas Rasas, dirigido por Jaume Collet-Serra, não é mais um clichê do gênero, é diferente e mais aterrorizante justamente por se aproximar bastante da realidade, fazendo parecer tudo muito possível de acontecer. Quem não se lembra do atleta australiano Mick Fanning, que foi atacado por DOIS tubarões em julho de 2015 na África do Sul enquanto surfava para conseguir o título mundial de surfe, e que logo após retornar ao esporte teve de enfrentar outro tubarão (dessa vez na Austrália)? O longa ganha pontos justamente por sua interpretação da realidade de forma a deixar o espectador um tanto quanto sem fôlego. Os efeitos especiais ajudam nesse quesito, tanto os ferimentos, quanto o tubarão dão a impressão de serem bem reais.

Como é bonito ver a praia, o mar cristalino, as ondas e a galera surfando. Não tem como negar, o filme é bem elegante e de início dá até uma vontadezinha de estar lá (só um pouquinho rs).
Muitos filmes perdem por enrolar muito durante a trama, e talvez um dos pontos negativos de Águas Rasas é justamente o contrário: ele é objetivo demais. Claro que o filme faz com que torçamos para a protagonista sair viva dessa, e esperança é a palavra correta pra usar visto que o filme deixa bem claro que ela está em águas rasas e rapidamente voltaria à praia se não fosse pelo tubarão a rondando. Mas faltou explorar os personagens e cativar o público. Não há uma conexão emocional e isso o diretor deixou a desejar. Não dá tempo de se afeiçoar a nenhum personagem e se você é do tipo de pessoa que adora filmes sanguinários nem vai sentir pena quando alguém é engolido pelo tubarão.

O desfecho é mais objetivo ainda, e dá aquela sensação de que faltou mais emoção. Os sentimentos de pânico, agonia e medo são bem evidentes, mas e os sentimentos bons? Talvez o personagem mais cativante do filme seja a gaivota que também foi alvo do tubarão e está tentando sobreviver junto com a Nancy (já queremos um filme só da gaivota hahaha). Enfim, se o gênero horror/suspense é o seu favorito, recomendamos que você assista. É um filme bom e vale a pena assistir a essa versão moderna de Tubarão. Só não espere um filme digno de Óscar, tá? hahaha

Se você assistir não esquece de comentar com a gente o que achou e se foi fácil aguentar toda aquela agonia e apreensão (e se você também não quer logo um filme só da gaivota haha).

Dica: não assista o trailer porque ele entrega demais o filme.

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Tiago Gomes

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