10 Coisas que você não sabia sobre O Poderoso Chefão!

Antes de iniciar expondo as curiosidades quero expressar meu sincero afeto para com essa filmografia. Também sendo descendente de família de italianos é um filme que particularmente eu me identifico muito e para além desta identificação, vamos combinar O Poderoso Chefão é um dos melhores filmes, senão o melhor, já produzido todos nós sabemos, mas vocês sabem das CURIOSIDADES? Não!? Deixa que a gente conta pra vocês!

 

01. O Poderoso Chefão é um filme familiar

Francis Coppola com sua esposa, ao lado de seus pais Itália e Carmine, abaixo seus dois filhos Gian-Carlo e Roman Coppola.

Se vocês não sabem, o filme teve um orçamento baixíssimo e Francis Coppola teve que se virar como pôde. O filme além de tratar da familia Corleone, trata acima de tudo da familia Coppola. No cast temos Itália Coppola, a MAMMA do nosso querido diretor que atuou como figurante, o seu PAPÀ Carmine Coppola que além de criar uma trilha sonora extra e compor algumas das músicas, aparece tocando piano lindamente no filme. Também temos seus filhos Roman Coppola e Gian-Carlo Coppola com pequenos papeis, sua querida filha Sophia Coppola (hoje uma grande diretora, diretora da série Mozart in the Jungle), apareceu no primeiro filme como apenas um bebê! Não menos importante, talvez uma das personagens mais marcantes, temos Talia Shire ou em seu nome de solteira Talia Coppola, irmã de Francis, que interpretou Connie Corleone. Nada mais italiano do que um trabalho em família, não é mesmo?

02. “Bonasera, Bonasera…” e um gato não programado.

A cena clássica, épica e marco do filme foi totalmente improvisada pelo ator Marlon Brando (Vito Corleone). O gato que não estava nos planos do diretor foi introduzido na cena por Marlon que não largava o gatinho no estúdio. A cena ficou perfeita, Vito Corleone mostrou mais uma vez sua superioridade e poder ao segurar delicadamente um gatinho enquanto se preparava para professar um dos discursos mais memoraveis do cinema, rodeado de seu consigliere Tom Hagen (Robert Duvall) e de seu filho explosivo Sonny Corleone (James Caan), mostrando mais uma vez a união da família.

03. Vito Corleone, nosso bulldog!

Marlon Brando se preparando para Vito Corleone com o dentista responsável pela prótese.

Marlon Brando, idealizado por Francis para o papel de Vito, colocou na cabeça que Vito deveria parecer com um bulldog e quando foi fazer os testes para o papel colocou algodão na boca. O brilhantismo de Marlon acabou contribuindo para o marco da personagem. Todos nós nos lembramos de Vito com uma voz rouca e com uma formação diferente no queixo e bochechas, algo bem pitoresco. Logo após os testes dentistas criaram uma prótese no qual Marlon usaria depois para gravar as cenas, a prótese se encontra em exposição num museu em Nova York.

 

04.  O making off que foi pro filme. 

Quem não percebeu, tem que assistir de novo pra perceber! Hoje é muito comum fazer um making off das “coisas”, mas imaginem que o ator Lenny Montana, estava demasiadamente nervoso para dizer sua fala quando Luca Brasi, sua personagem, contracena com Vito Corleone. O mais interessante é que Coppola vendo o nervosismo do ator ensaiando no set começou a gravá-lo. A filmagem que foi para o filme caiu direitinho com a atuação um tanto quanto nervosa do ator, afinal.. era com Marlon Brando que Lenny Montana iria contracenar, tem que ficar nervoso sim! Muita gente acha que aquela cena foi gravada, mas ao contrário disso, ela ficou tão boa porque ficção com uma pitada de realidade é bem melhor, né não?  Mesmo a cena dele indo para os filmes, ele estava tão nervoso que pegou sutilmente o papelzinho ao falar com o padrinho, reparem:

 

05. Criação no cinema, transformação na realidade.

A bem da verdade, muitos não sabem, mas o escritório de Vito Corleone não existia na estrutura da casa locada para a gravação do filme. O escritório ficava no estúdio e era sempre escuro, para não destoar e não parecer estar fora das dependências da casa. Posteriormente, com o sucesso do filme, o dono da então casa consagrada, construiu o escritório exatamente como o do estúdio.

 

06. Dois peixes e um ditado siciliano.

Um detalhe quase que imperceptível a uns e muito na cara para os que conhecem o tal ditado. O filme ele é todo trabalhado no semiotismo e não, não estamos brincando. Segundos antes de Luca Brasi ser assassinado podemos perceber a câmera adentrando o recinto, mas logo no inicio da cena vemos um símbolo que já anunciava a morte de alguém. Dois peixes que faziam parte da decoração, foram lindamente enquadrados e postos como prelúdio de uma morte. O ditado é algo como  “dormir com os peixes”, ou seja, bater as botas sem cerimônias.  Confira a cena:

 

07. A cor laranja, anunciação dos males. 

Reparem no canto superior direito as laranjas se espalhando…

Não só de ditados sicilianos o filme anuncia as mortes, para quem percebeu toda cena que vai acontecer alguma coisa trágica temos a aparição da cor laranja. Seja em luzes, frutas ou utensílios, a cor laranja ou a própria laranja anuncia que algo muito ruim vai acontecer. Intencional ou não, percebemos este padrão e realmente, podem assistir que vocês vão perceber quão forte é a presença desta cor em tais cenas. O porquê da cor? Ninguém sabe… Mas para refrescar a memória, uma das cenas que vemos esta presença é quando Vito Corleone é atingido e diversas laranjas são espalhadas no chão.

 

08. Johnny Fontani ou Frank Sinatra?

Como o filme foi baseado no livro de Mario Puzo, esse crédito daremos a Puzo. A personagem apadrinhada pela máfia italiana, totalmente charmoso, o queridinho e galã de todas as mulheres e com uma voz de dar inveja a qualquer um, no filme Johnny Fontani e na vida real Frank Sinatra. Pois é, grilinhos, até Frank Sinatra foi parar no meio e na época ele não gostou nada de saber disso. Teve diversas desavenças com Coppola e Puzo, mas no fim acabou pedindo para participar do filme. O final a gente já sabe, Sinatra não apareceu no filme. Hahaha.

 

09. A denuncia aos abusos em Hollywood.

Reparem a laranja ali na mesa…

Acham que a denuncia aos abusos cometidos pelos grandes diretores só ocorre hoje, em pleno século XXI? Nada disso, Coppola através da personagem do diretor Jack Woltz (John Marley), procurou denunciar os diretores sempre rodeados de belas atrizes e mocinhas que queriam entrar no mundo do cinema e serem bem sucedidas. Algo bem imperceptível, porém interessante de se perceber. Ao que tudo indica Jack Woltz foi baseado no diretor Harry Cohn, onde todos ali sabia do seu envolvimento com esse tipo de escândalo e abuso. Infelizmente, para nós mulheres a luta ainda é grande, se em plenos 2018 vemos cada vez mais denuncias de abusos no meio do cinema. Uma lástima.

 

10. Hora do pesadelo!

Como eu disse anteriormente, nada melhor que a ficção com uma boa pitada de realidade para uma boa produção, não é mesmo? Mas digamos que se você aumentar a dose de realidade fica ainda melhor. Foi assim que fizeram na famosa cena da cabeça de cavalo na beira da cama de Jack Woltz. Sabe aqueles gritos de medo e desespero, pânico evidente? FORAM REAIS. Há quem ache pura maldade dos diretores, mas quando John Marley deitou para gravar uma das melhores cenas, fizeram com que ele não abrisse os olhos e nem olhasse que ele “acordasse” naturalmente e levantasse a coberta que haveria algo ali. O tal ALGO era uma cabeça real de cavalo com sangue do animal. Imaginem o desespero de John! Na época, a cabeça do animal foi comprada de uma industria de rações que usavam cavalos na dieta. Muitas ongs entraram com processos contra a Paramount por alegarem “maus tratos” aos animais. Eles pagaram as indenizações, mas a cena entrou para a história.  Lembre a cena:

 

Curiosidade adicional:

 

Michael Corleone (Al Pacino) novinho é meu crush desde que eu me entendo por gente. Afinal, como era lindo Al Pacino quando novo, não é? Aos nosso leitores, entendam, essa que vos fala é completamente apaixonada por Al Pacino, principalmente novinho encarnado em Michael. ~SUSPIROS~ Curiosidade sobre mim, ué, mas não deixa de ser curiosidade!

 

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Raquel Mastrorosa

Amante de porquinhos da índia e lhamas, é membro oficial da sociedade do anel e uma verdadeira lady sith. Além disso é escritora, musicista, séries lover, ficcionada em HQs e super heróis, está terminando sua formação em História e é arqueóloga nas horas vagas. Também é mamãe da Pushinka (porquinha da índia) e do Mongo (cachorro mais amado do mundo)!