Big little lies: Um hino da HBO

Eu sou extremamente suspeita para falar dessa minissérie já que a Nicole Kidman é meu espirito animal, ela é uma das produtoras junto com Reese Witherspoon, mas a questão é que a minissérie foi proposta primeiro para amazon e foi recusada por Roy Price já que as personagens não “mostrariam muito os seios”, enfim, a série foi para a HBO e virou o hino que é, não digo isso só pelos nomes de peso que a minissérie leva, é algo na forma que foi contada, que é mostrado seu enredo, eu li o livro a alguns anos e fiquei sabendo da série algum tempo após a temporada já estar rolando e quase chorei quando vi quem produzia, deixa que explicar como é a dinâmica a minissérie é contada de trás para frente, e são outras pessoas que contam. Então, você sabe que elas estão dando um depoimento para a polícia, alguma morte aconteceu, mas você não sabe de quem ou quem é o culpado. O conceito da série é contar a vida “perfeita” que as personagens Madeline (Reese Witherspoon), Celeste (Nicole MINHA Kidman), Jane (Shailene Woodley), Bonnie (Zoë Kravitz) e Renata ( Laura Dern), mas nem tudo são flores, muitas tem segredos e segredos pesados, daqueles que te fazem querer desviar o olhar, ficar frio, e chorar e colocar a personagem em um potinho ou abraçar ela.

O desenrolar da história acontece quando Amabella (filha da Renata) sofre uma agressão na escola, e fala que foi o Ziggy quem a machucou, o menino no caso é novo na cidade, ele a sua mãe, Jane, acabaram de chegar na cidade que é pequena, são estranhos para todos, então ele leva a culpa e depois tudo o que acontece com a Amabella a culpa recai sobre Ziggy, Jane recebe apoio da Madeline (que é uma daquelas personagens osso duro de roer, que luta pelo o que é certo até o fim, não importante as consequências) e Celeste (uma ex-advogada que largou tudo para cuidar dos filhos gêmeos e do marido que viaja muito). Em cada capitulo vamos acompanhando e conhecendo mais de cada personagem, vemos a rixa da Renata e da Madeline ganhar outros aspectos, e vemos como a vida da Celeste não é nada perfeita e suas dores, a interpretação da Nicole gerou até Emmy de tão bela, para mim foi uma das melhores minisséries deste ano, foi impecável. Acompanhamos os adultos e as crianças, que neste caso não deixaram a deseja em nenhum momento, vemos como as atitudes de seus pais refletem em seu comportamento, e em como eles aprendem a lidar com bullying.
A personagem que mais ganhou o meu afeto após a Celeste foi a Madeline, veja bem, Mad era casada e teve uma filha nesse casamento, as coisas não deram certo, ok, bola para frente, então o ex-marido se casou novamente com uma moça mais jovem, a Bonnie e juntos tiveram uma filha. Mad também se casou e teve outra filha, mas a Mad sendo como é, procura de todas as formas picuinhas, você a primeiro momento pode não gostar dela por ser agressiva, mas é aí que está, a personagem queima, seu espirito não se abate, e ela sabe admitir que está errada quando realmente erra. Eu sentia muita falta de ver uma personagem que não se submete, que mete as caras.

Eu preciso que vocês assistam essa série de coração aberto, tenham em mentem que um dos focos da minissérie é mostrar como as aparências enganam. Ela te guia por caminhos tortuosos até que você veja e sinta o seu desfecho.
E ah, a playlist é a melhor, eu nunca vi uma minissérie com uma playlist tão maravilhosa, ela está no no spotify, procurem, para cada momento na série tem uma música, encerro essa indicação com a minha favorita.

PS: Assistam com muito carinho, como se fosse uma daquelas coisas preciosas que você quer guardar e amar pela vida inteira.

Hela

Hela

Primeira de seu nome, senhora do caos e das víboras, princesinha da casa Martell, próxima escritora de novelas mexicanas, mais de libra que de câncer, ama tudo que é estranho e peculiar. Se fosse uma das meninas superpoderosas seria docinho. Obcecada por Lana Del Rey, playlist da bad e as crônicas de gelo e fogo.