Balanço – The Walking Dead 7° Temporada

A temporada mais instável da The Walking Dead chega ao seu fim dividindo opiniões. Leia a nossa análise de uma das maiores séries do momento.

 

The Walking Dead (TWD) é sem dúvida um sucesso televisivo, angariando fãs ao longo das suas 7 edições mas que está cada vez mais se afundando na instabilidade e na falta de um enredo coerente.

Quando a série estreou, lá em 2010, tínhamos poucos concorrentes de peso no cenário das séries de televisão para este público, tínhamos apenas Supernatural em alta com o fim de sua 5 temporada. TWD entrou com uma proposta diferente e pouco explorada na cultura POP até então, só tínhamos Resident Evil que já arrancava ódio do mais fervoroso fã de Zumbis. Sucesso imediato ! Em pouco mais de 3 temporadas TWD se tornou um fenômeno com fãs ao redor do globo, atingindo picos de audiência jamais vistos em uma série de televisão.

 

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Encerrando sua 7° temporada no ultimo dia 02 de Abril, hoje o cenário é completamente diferente. Tido como uma das grandes pérolas da televisão, a expectativa por cada episódio é gigantesca, principalmente com concorrentes donos de roteiros muito bem trabalhados (Game Of Thrones – 5° temporada, Westworld – 1° Temporada, Breaking Bad – Final), fato é que esses concorrentes não contam com cerca de 18-20 episódios por temporada, mas ainda sim, se reflete dada a posição de TWD no cenário atual.

Logo de cara tivemos o que na minha opinião foi o melhor episódio de série de todos os tempos, e estamos falando de uma concorrência de GOT 1×10 – Fire and Blood, 6×09 – the battle of the bastards, True Detective – 1×05 – The Secret Fate of All Life e SPN 5×22 Swan Song. A carga de tensão que o episódio trouxe me fez ficar sem conseguir respirar direito durante quase todo o episódio (É SÉRIO!), a mescla de agonia, incerteza, medo, esperança, angústia e ódio foi tão bem trabalhada que parecia que eu também estava ali ajoelhado perante Negan e sua Lucille rezando para que não fosse eu o escolhido. A atuação de Jeffrey Dean Morgan combinada com a sua semelhança com o Negan dos quadrinhos fez com que automaticamente criássemos um vínculo de amor e ódio bem parecido com o que sentimos por Nazaré Tedesco(Renata Sorrah).

 

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Após tantas surpresas, ao final de glórioso episódio 7×01 – The Day Will Come When You Won’t Be, era de se esperar uma temporada de reviravoltas, bons diálogos, ódio destilado e muito mas muuuito sangue. Porém o que tivemos foi uma grande enrolação misturada com Negan e sangue e por muitas vezes de personagens que não tínhamos o mínimo ou sequer qualquer carinho.

A série por muitas vezes passou a sensação de estar perdida em seu próprio enredo, indo e vindo na sua linha temporal, quando sentíamos que a história iria andar, ela voltava 2 passos pra trás e começava tudo de novo. As reviravoltas não convenceram, até porque, já era de se esperar que Spencer iria catar coquinho e que Eugene iria trocar de bandeira. As cenas sem sal e sem graça de Rosita me fazia revirar os olhos … Afinal, aquela cara de emburrada não convence nem nas piores novelas mexicanas. Morgan e seu dilema sem sentido chegou ao ápice e no final das contas só serviu de stand by para trazer Carol de volta (Novamente!).

Em contra partida, tivemos grandes personagens inseridos como: Ezekiel e Sheva, que tomaram o lugar na série e em nossos corações, sempre com bons discursos, Ezekiel passa sua liderança precisa e justa (E CARA, É UM FUCKING TIGRE). Meggie se firmou como a grande líder que será, superando sua grande perda e assumindo a liderança de Hilltop, junto aos conselhos e ajuda de Jesus.

Negan foi um caso a parte essa temporada, muito por conta de Jeffrey Dean Morgan (QUE HOMÃO DA PORRA!), os roteiros foram escritos especialmente para trazer o clima doentio e inteligente de Negan, sua tortura psicológica com Daryl foi realmente agonizante. Lembra?

 

 

Negan foi responsável pelos maiores momentos de Plot Twist da temporada, com a sua incontrolável insanidade nos deu muitos momentos de “MASOQTACONTESENO”, principalmente em seus diálogos com Rick. Negan judiou sem precedentes do nosso querido líder e ver a cara de medo a cada vez que Negan descia com a sua Lucille do caminhão era impagável, Rick mudava sua fisionomia e você sentia que a situação estava mudando naquele momento.

A arrastava negociação com as outras comunidades e o pessoal do lixão foi realmente tortuosa e tediosa, então nem vou me prolongar com isso. O bom é que essa tortura foi recompensada com um ultimo episódio realmente DUCA e muito bem feito por sinal.

Em linhas gerais, TWD se sairia muito bem com cerca 10 episódios. O roteiro por muitas vezes se provou bom e com bons diálogos, porém, muito arrastado.

Pra variar terminamos a temporada com um grande gancho para a próxima e de forma grandiosa (NORMAL). Nos resta saber se essa 7° temporada foi realmente algo atípico ou se Robert Kirkman está estendendo desnecessariamente os seus roteiros para encaixar nos benditos 20 episódios.

 

Aguardo ansiosamente a próxima temporada esperando que os erros se concertem. Até lá, fico meio órfão :/

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Rodrigo Mota

Rodrigo Mota

Um cinéfilo que cursa Publicidade e Propaganda e é extremamente viciado em Pop! Funkos.